Eu vejo estrelas no céu
Quando ainda não é noite;
Vejo violetas no jardim
Quando a primavera se foi;
Vejo orações no escuro
Quando esquecem o Amém;
Vejo você perto de mim
Quando não há mais ninguém.
MINHA TRANSCENDÊNCIA LITERÁRIA
"Ou escreves algo que valha a pena ler, ou fazes algo acerca do qual valha a pena escrever." _Benjamin Franklin.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
"Faíscas" por Edmar Gomes.
Nossos corpos nunca viveram tão divergentes; era uma seleção distópica de ambas as partes.
Seríamos iguais, não fossem os cafés!
"Tão quentes, viciantes."
Abaixo da luz, fortes prejudiciais quando nos tocávamos.
Quem há de dizer que entre nossos corpos a queima de feridas aconteceria?
As faíscas corroíam a carne e sucumbiam a alma numa dor sem fim.
Sentíamos bem.
Vivíamos bem.
Até que seu coração, corrompido e enferrujado:
Passou a amar o ser de outrem.
Seríamos iguais, não fossem os cafés!
"Tão quentes, viciantes."
Abaixo da luz, fortes prejudiciais quando nos tocávamos.
Quem há de dizer que entre nossos corpos a queima de feridas aconteceria?
As faíscas corroíam a carne e sucumbiam a alma numa dor sem fim.
Sentíamos bem.
Vivíamos bem.
Até que seu coração, corrompido e enferrujado:
Passou a amar o ser de outrem.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
"Primavera" por Edmar Gomes.
As flores que antes suplicavam atenção no jardim da casa de Ana estavam desaparecidas nesta manhã, apenas as folhas e galhos restavam finos e tortuosos. Esta mesma levantou cambaleante, horas após o galo acordar – exatamente às nove. Nem ouvira quando este último cantarolou de cima de seu poleiro velho e desintegrado. Mas sentira em suas narinas, o aroma saboroso do adeus à primavera.
Quando chegou à sala e os raios solares iluminaram parte de seu corpo, bocejou fortemente enquanto se dirigia até a cozinha.
- Mãe? – chamou com uma voz abafada, de quem dormiu várias horas. Seguiu até a porta que dava de encontro ao quintal e deixou outro bocejo escapar.
Dona Amália estava de pé próxima ao galinheiro com um vestido estampado nas cores bege e vermelho. Em sua mão esquerda havia uma sacola pequena e branca que preenchia toda a sua palma; enquanto que a direita jogava o milho contido na sacola para as pequenas aves.
- Bom dia. – Indagou, antes mesmo que Ana dissesse algo. O único som que se podia ouvir era o das galinhas bicando o milho no chão e do bater de asas, além dos cocoricós baixinhos.
Ana suspirou.
- As flores sumiram. Não sinto mais o cheiro delas. – Disse baixinho, sem olhar para a mãe; quase uma súplica.
Amália parou de alimentar as aves, amarrou a sacola e veio para a cozinha, passando pela filha e abrindo um sorriso acompanhado de um brilho nos olhos. Era tão imenso o amor que ela sentia por Ana, que às vezes lhe faltavam palavras.
- Bem, – encostada na pia da cozinha, continuou a lavar a louça ainda suja. – chega um tempo em que as coisas têm de ir embora, minha filha. A única coisa boa é que as primaveras vêm e vão, junto com as flores. Outras coisas apenas vão... – rapidamente a lembrança de seu filho, morto quando completou um ano, ressurgiu em sua mente. Uma dor contínua que ela aprendeu a suportar. – E temos que nos acostumar com elas.
Ana encarava sua mãe, sem expressão, e pensava no que acabara de ouvir. Ela gostava das respostas que Amália dava para suas perguntas. Deixava-a pensativa. Naquele momento ela sorriu para o vento... Para o nada.
- Eu sou a primavera, então. – Voltou a sorrir novamente, pondo as duas mãos na boca enquanto roía as unhas de seus finos dedos. Pulava devagar, respirava alegria.
- Sim, você é. – respondeu Amália, também sorrindo e agradecendo a Deus silenciosamente pelo presente recebido, que era sua filha. – Seu sorriso é sua melhor flor.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
"ELA" por Edmar Gomes.
Todo
o clima;
Toda
a discussão;
Foram
motivos de uma separação.
Eles
eram de uniões ágeis.
Mudou
o tempo, estão tão quebráveis.
Em
cima do muro
Senti-me
tombar.
Na
mesa do bar;
Na
brisa do mar;
Em
sentido incógnito,
Como
num barco a velejar.
Todo
o clima;
Toda
discussão;
Foram
motivos de uma separação.
Quebrei
as telas,
Voltei
a pintar.
Pra
mim é tão difícil
Vê-la
chorar.
Por
favor, não faz assim.
Mulher
imperfeita,
Feita
de cetim.
Delicada
tu és,
Cansada
está,
Sem
felicidades possíveis
No
toque do olhar.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
_Vanessa da Mata
"Quando entrar em um drama que a vida está muito difícil, não seja egoísta, olhe ao lado na vida dos outros e vai entender e parar de reclamar!" - Vanessa da Mata.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
"AQUELA DO JARDIM" por Edmar Gomes
E no
começo foi tão difícil quanto pensavam que era.
Em
certo momento, dava-se conta daquela pequena esfera.
Intrusa,
corrupta;
Mas,
dentre todas, a mais bela.
Num
jardim longínquo de toda a sociedade,
Seja
dura, esfera, não implore piedade.
São
pétalas tão lindas, de modo cores da raridade,
Corre
jovem no campo de tanta simplicidade.
Em uma
tarde monótona nesse jardim do qualquer,
Jogaram-te
do alto, com força, sem fé.
Machucou
tanto você imagine a mim,
Esfera
mais bela próxima do fim.
Viram-te,
fatídica, jogada ao chão,
Surrada
dos ventos que lhe negam perdão.
Mas a
ti eram, antes, fiéis, tudo importa;
Tanto
faz, no agora, querem-te morta.
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