terça-feira, 15 de julho de 2014

"Faíscas" por Edmar Gomes.

Nossos corpos nunca viveram tão divergentes; era uma seleção distópica de ambas as partes.
Seríamos iguais, não fossem os cafés!
"Tão quentes, viciantes."
Abaixo da luz, fortes prejudiciais quando nos tocávamos.
Quem há de dizer que entre nossos corpos a queima de feridas aconteceria?
As faíscas corroíam a carne e sucumbiam a alma numa dor sem fim.
Sentíamos bem.
Vivíamos bem.
Até que seu coração, corrompido e enferrujado:
Passou a amar o ser de outrem.