sexta-feira, 25 de abril de 2014

"ELA" por Edmar Gomes.

Todo o clima;
Toda a discussão;
Foram motivos de uma separação.
Eles eram de uniões ágeis.
Mudou o tempo, estão tão quebráveis.

Em cima do muro
Senti-me tombar.
Na mesa do bar;
Na brisa do mar;
Em sentido incógnito,
Como num barco a velejar.

Todo o clima;
Toda discussão;
Foram motivos de uma separação.
Quebrei as telas,
Voltei a pintar.
Pra mim é tão difícil
Vê-la chorar.

Por favor, não faz assim.
Mulher imperfeita,
Feita de cetim.
Delicada tu és,
Cansada está,
Sem felicidades possíveis
No toque do olhar.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

_Vanessa da Mata



"Quando entrar em um drama que a vida está muito difícil, não seja egoísta, olhe ao lado na vida dos outros e vai entender e parar de reclamar!" - Vanessa da Mata.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

_Cora Coralina.


"AQUELA DO JARDIM" por Edmar Gomes

E no começo foi tão difícil quanto pensavam que era.
Em certo momento, dava-se conta daquela pequena esfera.
Intrusa, corrupta;
Mas, dentre todas, a mais bela.

Num jardim longínquo de toda a sociedade,
Seja dura, esfera, não implore piedade.
São pétalas tão lindas, de modo cores da raridade,
Corre jovem no campo de tanta simplicidade.

Em uma tarde monótona nesse jardim do qualquer,
Jogaram-te do alto, com força, sem fé.
Machucou tanto você imagine a mim,
Esfera mais bela próxima do fim.

Viram-te, fatídica, jogada ao chão,
Surrada dos ventos que lhe negam perdão.
Mas a ti eram, antes, fiéis, tudo importa;
Tanto faz, no agora, querem-te morta.

INTRO - "O CÓDIGO" por Edmar Gomes


 Decidi criar o blog por iniciativa ambiental [wtf?]. Pois em certo momento, me veio em mente que o local/ambiente que frequento é um canal aberto para minhas possíveis ideias. Sim, é uma ampla camada de inspirações - se observada com outros olhos e intenções. 
 E uma delas me ajudou a criar a poesia a seguir:

_CÓDIGO

Pessoa viva, morta, meia vida.
O código do erro é a ferida;
Crer no meio em transparência.
O código do todo é a transcendência.

A mulher nua, deitada na cama.
O código do casal é daquele que ama;
O homem de pé, observando-a serenar.
O código do sexo é o vulgar.

Gritos no escuro, uma paixão desesperadora.
O código da falsidade é a traidora;
O branco é paz, sem amostra de cor, ausência da dor.
O código do preto, obscuro, é o clangor.

Façam as cores, imprensas da arte.
O código dos homens é o mártir;
Todos os ossos unidos em sorte.
O código do fim, certamente, é a morte.