Decidi criar o blog por iniciativa ambiental [wtf?]. Pois em certo momento, me veio em mente que o local/ambiente que frequento é um canal aberto para minhas possíveis ideias. Sim, é uma ampla camada de inspirações - se observada com outros olhos e intenções.
E uma delas me ajudou a criar a poesia a seguir:
_CÓDIGO
O código do erro é a ferida;
Crer no meio em transparência.
O código do todo é a transcendência.
A mulher nua, deitada na cama.
O código do casal é daquele que ama;
O homem de pé, observando-a serenar.
O código do sexo é o vulgar.
Gritos no escuro, uma paixão desesperadora.
O código da falsidade é a traidora;
O branco é paz, sem amostra de cor, ausência da dor.
O código do preto, obscuro, é o clangor.
Façam as cores, imprensas da arte.
O código dos homens é o mártir;
Todos os ossos unidos em sorte.
O código do fim, certamente, é a morte.

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